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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Teatro: a busca, o imaginário, o fantasioso



O teatro é também comovente, tocante, encantador, fantástico e é lá que as coisas acontecem.
Ao lado do teatro e da música, a dança é uma das três principais artes cênicas. A dança se expressa através dos movimentos e nestes movimentos podem ser expressos todos os seus sentimentos, emoções, alegrias e outros. É considerada da arte a mais antiga e completa, pois se cria movimentos e expressa através do corpo.
O Ballet Contemporâneo foi criado no início do século e ainda preserva o uso das pontas e gestuais próximos ao Ballet Clássico. Neste estilo de dança as coreografias se diferem do método clássico e segue passos tradicionais fortemente misturados com sentimentos.
As roupas usadas são geralmente collants e malhas, que dão maior liberdade aos bailarinos dando mais ênfase aos movimentos do corpo.
Umas das características o Ballet Contemporâneo é que ele foi modificado as posições-base do Ballet Clássico, mantém a estrutura do ballet fazendo uso das diagonais e da dança conjunta. O que importa é a transmissão de sentimentos, idéias, conceitos.
Memoravelmente em Minas Gerais, o Ballet Contemporâneo é apresentado pelo Grupo Corpo e pelo Ballet Jovem.
O Grupo Corpo foi fundado por Paulo Pederneiras em 1975, em Belo Horizonte. Foi a absorção de uma identidade artística própria, a sustentação de um padrão de excelência e a construção de uma composição.
Atualmente, no Palácio das Artes, está exposto os 35 anos do Grupo Corpo. Está sendo exposto as cores do espetáculo Ímã; tubos com fotos em backlight expõem imagens de espetáculos diversos da trajetória do grupo e os nomes de todas as cidades percorridas pela companhia em seus 35 anos de estrada.
O Ballet Jovem Palácio das Artes foi criado 2008 pela Fundação Clóvis Salgado para incentivar a profissionalização de artistas e sua entrada no mercado da dança.
O objetivo é preencher um espaço vazio existente entre a formação e a inserção de um bailarino no mercado, um corpo de dança jovem formado por bailarinos com idade à partir dos 15 anos que são preparados para atuarem em companhias e grupos profissionais já estabelecidos no mercado brasileiro.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

BH arquitetônica

Um projeto modernizador, arrojado, que rompesse radicalmente com o passado colonial era a inspiração aos contornos da futura capital mineira na virada para o séc. XX. Um novo tempo nasceria junto com uma nova cidade, combinando a solidez natural das montanhas e a rigidez humana dos edifícios; a fluídez das paisagens mineiras e a leveza de parques e alamedas.


O período de instalação e consolidação da Cidade de Belo Horizonte ocorreu entre 1894 e 1930. A "belle époque" européia colocava a França como modelo privilegiado do bom gosto, ostensivamente copiada nos mais diferentes aspectos como a moda, costumes, arquitetura e outras infinidades. Enquanto a capital da república, Rio de Janeiro, era colocada abaixo para a reestruturação de seu centro urbano, Belo Horizonte já nascia transpirando contemporaneidade e ecletismo.

Desde sua inauguração, em 1897, passou a revelar motivos neoclássicos, neo-românicos e neogóticos. Aos elementos da arquitetura greco-romana foram incorporados modismos que caracterizaram a década de 20, como o primado geométrico do art-déco. A influência européia também pode ser percebida nos inúmeros espaços públicos e praças. Arquitetos franceses, mestres de obras e operários italianos representam boa parte da mão de obra que construiu a cidade.


O crescimento vertical de Beagá começou na década de 30, quando surgiram as primeiras firmas de concreto. A partir de 1935, em virtude das profundas mudanças vividas pelo Brasil, inclusive na política industrial, a cidade passou por um processo acelerado de desenvolvimento urbano. Não era mais possível conter a capital. Nesta época, as construções que sempre acompanhavam a Avenida do Contorno se tornaram mais dispersas do plano original.

O arquiteto italiano Raffaello Berti teve fundamental importância na arquitetura da cidade. Apesar de não poder assinar seus projetos, em decorrência da legislação que negava a autoria a profissionais estrangeiros, atribui-se a ele obras arquitetônicas como a Prefeitura Municipal, a sede do Minas Tênis e a Santa Casa de Misericórdia.


No início da década de 1940, o então Prefeito Juscelino Kubitschek trouxe a Belo Horizonte o urbanista francês Agache. O objetivo era urbanizar a região da Pampulha, com sua lagoa artificial. A confecção do conjunto arquitetônico contou com a participação do arquiteto Oscar Niemeyer, do paisagista Burle Marx, do pintor Cândido Portinari e dos escultores Alfredo Ceschiatti, Zamoiski e José Pedrosa. A Pampulha é considerada um marco da arquitetura moderna. Niemeyer e Belo Horizonte conseguiram projeção internacional a partir da construção do Conjunto Arquitetônico da Pampulha.